Mas isso ficou claro quando conheci Maria. Tudo começou com um oi, entre milhões de ois que surgem a cada segundo. Então esse oi começou a se expandir antes mesmo que eu percebesse sua expansão, e quando eu percebi, havia um universo inteiro entre mim e Maria. Agora, o nosso acaso abriga uma expansão eterna de sentimentos, que antes eram para mim tão abstratos quanto o big-bang. Sentimentos tangíveis, galáxias de palavras e olhares que surgem a cada encontro.
Parece uma loucura pensar que o universo meu e de Maria surgiu de um pequeno e breve oi; que nossos sentimentos, poesias e momentos poderiam não existir se não fosse um oi. Parece mais loucura ainda pensar que esse universo acabou de nascer e é apenas uma fração do que se tornará durante sua expansão eterna.
Tudo que existe, um dia não existiu, mas agora que existe, o universo meu e de Maria não deixará de existir nunca.
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Seu jeito doce e meigo de ser, seu sorriso de criança que aquecia meu coração com ternura, sua maneira alegre e contagiante de ser, sua personalidade singular que me presenteava com os sentimentos mais intensos e bonitos.
Por causa disso e muitas outras coisas, bastava você existir para eu ser feliz. Mas ainda que você exista, e há sempre de existir em meu coração, não posso mais ser feliz, porque eu não existo mais, estando longe de você. Não passo de uma alma afundando em um oceano de lembranças, e quando alcanço a superfície, o ar lá fora é tóxico, e eu já o respirei de mais. Agora, a maré está me levando de volta para você.
Eu soltei sua mão e me perdi em um mundo sem estrelas
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